Dinheiro do casal: mais tabu do que sexo

O dinheiro do casal as vezes parece mais tabu do que o próprio sexo. A gestão financeira é uma das principais fontes de brigas e discussões dos casais. Nesse artigo, iremos conhecer algumas soluções e dicas para evitar entrar nesse mundo de discórdia das contas.

As discussões sobre a administração do dinheiro sempre confundem muitos casais. É um assunto muito delicado, porque se refere a valores pessoais e conquistas de cada. Para alguns, ter uma boa vida financeira significa segurança, enquanto para outros, o dinheiro é o resultado de sucesso profissional. Essa controle deve ir de acordo com os valores do casal.

Dinheiro do casal mais tabu do que sexo


Os casais também tendem a confundir dinheiro e carinho, enquanto podemos afirmar que são duas coisas totalmente distintas. O dinheiro não é de fato algum um indicador do envolvimento de todos no relacionamento. Casais que já passam por um rompimento podem não entender isso, porque o amor não está mais presente na relação.

Harmonia financeira no casal

Uma das regras básicas para manter a harmonia financeira do relacionamento é cada um manter a independência. “Você não precisa necessariamente colocar as finanças do casal na mesma conta, desde que não haja grandes despesas conjuntas, como a administração da casa”, indicam os planejadores financeiros. E é isso muitas vezes é isso que acontece.

Casais muitas vezes optam pela mudança da vida financeira própria, juntando suas vidas finanças para representar uma mudança em seu estilo de vida, como a aquisição de uma casa ou mesmo a chegada de uma criança. É justo nesse ponto que os casais podem começar uma discussão sobre a escolha do modelo de gestão financeira, que sirva para cada cônjuge. Aqui estão algumas importantes perguntas a serem feitas antes de tomar uma decisão:

  • Qual é o salário ideal mim?
  • Até que ponto cada pessoa deseja manter um orçamento pessoal?
  • Qual o melhor modelo para gerenciar as diferenças salariais?
  • Quais são as despesas comuns,o que isso representa para cada um e as despesas pessoais

Essas respostas irão guiar naturalmente o casal a adotar um modelo de compartilhamento de despesas, que preencha os valores e necessidades de cada um.

Escolha um método de gerenciamento

Para guiar a escolha de um método de gestão financeira que funciona para a maioria dos casais, pode-se inspirar em um estudo realizado entre 2005 e 2007, onde foi classificado os modelos mais comuns de gestão financeira do casal. Esse estudo indicou as quatro maneiras mais usadas de gestão financeira do casal.

Modelo meio-e-meio com reservas separadas é um método escolhido pela grande maioria dos casais, para manter a autonomia e a igualdade individual dentro do casal.

Nesse molde, cada um é encarregado a pagar metade das despesas da família. O dinheiro que sobra é gerenciado individualmente. Ideal quando a renda é parecida, pois este modo de gestão oferece mais liberdade aos casais. Porém, tende a ter o efeito contrário quando há grandes diferenças salariais. Um dos parceiros terá que diminuir consideravelmente suas despesas pessoais, para conseguir pagar sua parte das despesas comuns.

Mais individualista, o compartilhamento de gastos proporcionalmente às rendas, mantendo uma reserva separada implica que cada parceiro estipule a mesma porcentagem de suas receitas voltado para as despesas comuns, enquanto permite que cada um mantenha pelo menos uma parte de seu salário de forma mais independente. Mas nesse caso, quando houver uma diferença salarial maior, um dos cônjuges será penalizado por despesas pessoais.

Mais igualitária, existe um modelo de renda e também compartilhando reservas dá acesso a recursos, enquanto mantém uma reserva de dinheiro para os gastos sem o direito de reclamar. Em outras palavras, uma vez que a renda é juntada, ambas as partes têm o mesmo valor para suas despesas pessoais. Essa escolha pode gerar climas chatos entre os cônjuges; pois as prioridades de gastos podem não ser as mesmas para todos.

O agrupamento de ativos com separação de reservas é o modo de gestão que mais se parece com uma empresa. Este modelo é um dos menos usados, e é principalmente adoto em lares onde um cônjuge ganha mais dinheiro do que o seu parceiro(a). As tensões podem ocorrer, porque cada real gasto deve ser anunciado, antes de ser gasto. Além disso, acontece que a pessoa que ganha menos deve limitar suas despesas, podendo deixar de comprar algo que deseja, e assim não se sente totalmente no controle do dinheiro ganho pelo casal. Outros ainda desenvolverão técnicas para gastar sem que o outro perceba.

Esses modelos são bons exemplo das várias formas de gerenciar o orçamento e as despesas do casal que funcionam, cada uma com suas vantagens e desvantagens. “Não existe uma solução milagrosa e cada casal vai encontrar o método que lhes parece o ideal, seja qual for”. E como a gestão das finanças está ligada está fortemente relacionada confiança, ela evoluirá com o processo de amadurecimento do casal. Quanto mais o casal demonstrar interesse num futuro juntos, mais eles vão confiar em si mesmos.

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