Casal: Qual o papel do meu homem para me fazer feliz?

De acordo com quase todos os adultos com que converso, estar em um relacionamento é um dos segredos para conseguir alcançar a felicidade. O que é isso realmente?

” Qual é o sentido de estar em um relacionamento, se não estamos mais felizes do que se estivermos sozinhos? É sempre quando a paixão começa a passar que todas as coisas sem importância, banalidades do dia-a-dia se tornam fontes de conflito mais frequentes, e é ai que o nível de felicidade despenca . “

Casal Qual o papel do meu homem para me fazer feliz


Para uma ex-paciente solteira de 32 anos, para quem a felicidade era sinônimo apenas de paixão, é de fato complicado encontrar o que lhe dará a intensidade que ela diz ser precisa para estar plenamente satisfeita. “Os homens que entraram na minha vida quase sempre se tornaram … sangue-sugas!” Ela uma vez me disse com um sorriso desanimado. Mais você está feliz sozinha, então? “Geralmente, eu diria que sim. Quase sempre. Mas ainda passo por momentos em que estar com um homem seria bom … “

O casal, para que serve?

Para 30% dos adultos, viver como um casal seria um belo presente de vida. A mesma proporção de pessoas sempre indicam que é a chave para a felicidade. Mas cada pessoa tem uma percepção muito pessoal do que é um “casal” e de sua “utilidade”. Por exemplo, para Ana, serve como ativador de significado de toda a vida, enquanto para Elisa, tem sido um gerador de sonhos.

Ambas infatizam que com a maturidade, a experiência, uma mulher de mais anos finalmente exclui todos os artifícios da vida, para manter apenas o que é verdadeiro por perto. “Agora, reconheço que a pessoa com que ele é, eu aproveito o que ele tem para me dar, mas não espero que ele sempre me faça feliz”, dizem ela.

Sentir que ele é quase o único responsável pela felicidade do outro com o passar do tempo irá, certamente, pesar fortemente sobre os ombros do parceiro (a). Ele pode até ter as melhores intenções do mundo, desejará tornar seu amor o mais feliz e puro possível, mas acabará se queimando com o passar do tempo. “Uma pessoa pode te fato ajudar a fazer outra feliz, mas ela não pode ser considerada a única responsável”, diz o psicólogo Michel Giroux, nome renomado da área na França. O clima é sempre incerto quando se trata de felicidade no casal “.

Vários fatores podem responder por que alguns dependem quase totalmente de outros para conseguir sua parcela de felicidade. “Isso é muito frequentemente devido à uma intensa falta de auto-estima”, diz Michel Giroux.

E como a vida em comum muitas vezes realça nossas inseguranças emocionais, podemos esperar que o outro resolva essas lacunas de segurança. Se eles são bastante superficiais, é possível que o outro nos ajude a preenchê-los e assim nos passe a sensação de sermos mais felizes.

Em primeiro lugar, teremos de trabalhar em nós mesmos para se sentir bem com você mesmo, sem ajuda externa, para ser relativamente feliz.

“No meu caso, as minhas expectativas foram simplesmente exagerada, diz Elisa. Eu acreditava no Príncipe Encantado, desde criança. Eu acreditei sempre no “eles viveram felizes até o fim dos seus dias …”

Fazer parte de um casal é o segredo da felicidade?

Felizmente, as representações dos casais são agora mais do que nunca diversas. E embora provavelmente demorará mais algumas gerações para todo o mundo se livrar do estigma do Príncipe Encantado, podemos pelo menos estarmos mais tranquilos, dizendo que a Rainha da Neve ensinará nossas filhas a idéia de independência, e o fato de que eles não devem esperar que um homem seja o real motivo de felicidade. (E ainda, qual homem que goza de sua faculdade mental gostaria de assumir essa responsabilidade, para todo o sempre?) “O problema é que nós caímos no outro extremo da equação”, diz Sue Johnson, professora de psicologia na Universidade de Ottawa e autora de Me segure forte! – Porque o apego é essencial para o casal.

Na mundo de hoje, mais do que nunca, a independência é excessivamente valorizada. Vivemos sozinhos, trabalhamos, estamos muito ocupados, tanto homens quando mulheres, consumimos e fazemos questão de mostrar a todos isso!

Agora, não podemos negar o fato de sermos seres de apego. Precisamos que os outros se sintam seguros, atraídos e apoiados por nós. “E mais ainda quando estamos apaixonados. Nesse estado, em que alguém é mais vulnerável, e em que um precisa do outro para responder totalmente a esse amor, para nos assegurar da nossa existência. “Caso contrário, nos sentimos rejeitados, tristes, o que é bastante normal”, diz Johnson.

Assim, esta mulher que parece em pleno controle de si mesma, com total domínio dela e que nunca compromete sua relação direta com a sua felicidade … “Eu ficaria desconfiada, cita a psicóloga Lucie Mandeville estudante há anos do tema da felicidade. Sua realidade provavelmente não é tão plena e feliz quanto parece. Todos nós precisamos uns dos outros e, se formos totalmente independentes, o casal com certeza não irá sobreviver ”.

Cristina, 39 anos, mantém um relacionamento há 8 anos e tem dois filhos.

Ela não conversa sobre isso com muitas pessoas, porque tem medo de ser julgada de forma errada: “Eu era mais feliz quando era solteira, e as crianças não eram de fator um fator essencial para a minha plena felicidade. Se a vida não tivesse colocado meu marido e consequentemente meus filhos na minha vida, acho que teria continuado feliz também. Dito isto, a união com meu marido, meu amor real por ele e a chegada de meus filhos, tudo isso faz parte da minha felicidade hoje.

Mas nem tudo são flores. Nem sempre é bom ser parte de um casal, meu marido me dá nos nervos às vezes, e sei que eu também. Algumas de suas idéias, especialmente políticas e ignorantes, me incomodam. Ficamos entediados de vez em quando, acho que ocorre isso com todos os casais. E tem havido alguns momentos da nossa história juntos que não me sinto tão feliz assim. Mas é importante, pois todos esses momentos de felicidade e todas essas pequenas tristezas, nós os compartilhamos juntos.

Responsabilidade compartilhada

É necessário haver um equilíbrio responsável e inteligente entre autonomia e dependência: esta é uma das principais condições para a felicidade do casal, segundo o psicólogo Michel Giroux, para um casal manter sua felicidade.

“Você também deve ter consciência que o casal irá passar por todos os tipos de etapas, boas e ruins. Frequentemente, é um dos dois que mais precisam de apoio. O psicólogo cita como exemplo a primeira gravidez que o casal enfrenta: um período em que uma mulher precisa particularmente de apoio, segurança, suporte. “Um homem pode justamente nessa época decidir começar aquela reforma na casa, o que para ele é uma boa maneira de se envolver em outra coisa. Mas sua esposa pode necessitar de outra coisa nesse momento. Ela pode acabar infeliz, se achar que o marido não está lá para apoiá-la.

No mundo real, é quase impossível não colocar pelo menos um pouco da nossa felicidade nas mãos do nosso parceiro (a), mas o ideal é deixar claro para nós o que nos faz felizes ou não. “É essencial, pensa Cristina. No início do nosso relacionamento, há anos atrás, nem sempre foi fácil. Houve mais insatisfação do que nunca na minha vida, principalmente porque ainda não havíamos entendido a nos comunicar bem, a nos conhecer e nos entender. “

Entender de forma clara suas reais necessidades e saber expressá-las é, segundo Lucie Mandeville, uma dos grandes segredos para a felicidade de cada casal. “E também aprender a manter nossas expectativas as mais realistas possíveis, isto é, não esperar que nosso parceiro seja o marido dos contos de fada, o amante perfeito, o amigo e o pai ideal!”

Entender e aceitar que o outro não pode satisfazer todas as nossas necessidades, especialmente com outras pessoas. “Com meu atual companheiro”, diz Elisa, “fiquei um pouco triste no começo, de fato frustada, por não poder ter longas discussões sobre os filmes que eu gosto, uma de minhas paixões da vida inteira. Mas depois de um tempo, decidi que não ficaria infeliz por não conseguir discutir isso com ele. Aceitei que não compartilharia essa paixão com ele, mas sim com meus amigos, que possuem esse interesse sincero.

Ela também escolheu apenas focar no que compartilhava sinceramente com seu amante, e não o contrário: o amor que ambos tem pelas viagens, também pelo ciclismo e pelos passeios no meio da floresta. Ela também começou a pensar de forma diferente com o passar do tempo: “Quando não estou apenas procurando a minha própria felicidade, mas também ouvindo mais o meu marido e fazendo-o feliz, também sou mais feliz”.

“A felicidade é composta por uma infinidade de coisas”, acredita Sue Johnson, psicologo, especialista da área. Algumas coisas são muito pessoais, e não podemos mudar muito. Mas uma coisa que é comum a todos os humanos é a necessidade da conversa, da companhia dos outros. Mesmo se estamos nos tornando muito bons em viver sem precisar da ajuda dos outros, estamos agora cada vez mais conscientes do custo caro do excesso de individualismo, especialmente se chegarmos ao ponto de sentir solidão”.

Para o especialista, a felicidade plena de um casal tem como base um vício saudável compartilhado por ambos: realizar coisas que nos fazem felizes e trabalhar sempre para si mesmo, a fim de se conseguirmos ser a melhor pessoa que podemos ser. Incentivando um ao outro, apoiando-o, confortando-o e permitindo-se que ele se sinta amado. Simplesmente “Se colocarmos nossa felicidade no ombro dos outros, seremos infelizes”, disse Cristina.

Mas se nós assumirmos essa responsabilidade, se fizermos esforços para sermos os responsáveis, não estaremos sempre em”modo de espera” em relação ao nosso companheiro. E então, como dizemos no começo do artigo que não podemos amar ao outro se não nos amarmos a princípio, acho que também não podemos fazer os outros felizes plenamente, se não formos tão atenciosos no começo! “

Você pode se considerar em um relacionamento feliz é equilibrado quando puder responder sim às seguintes afirmações:

  • A vida juntos nem sempre é totalmente feliz e sem preocupações, mas me mantém crescendo.
  • Quando as coisas não do meu agrado, espero que meu parceiro (a) me ouça e me apoie, sempre. Mas sei que sou eu o responsável por consertar o que está errado.
  • Eu fico bem e feliz quando estou sozinho; Aproveito esta oportunidade para fazer coisas que gosto, mas meu parceiro (a) não.
  • Eu consigo falar pelo menos cinco coisas, que não têm nada a ver com o meu parceiro, que me dão muito prazer, muita vontade de viver!

Fonte 01

Leave a Comment